PALAVRA E A VIDA
| 01 DE OUTUBRO
– DOMINGO, 26º DOMINGO DO TEMPO COMUM |
Primeira Leitura: (Nm 11, 25-29)
Segunda Leitura: (Tg 5, 1-6)
Evangelho: (Mc 9, 38-43. 45. 47-48)
Comentário:
“Não lho proibais, porque não há ninguém
que faça um prodígio em meu nome e em seguida possa
falar mal de mim.”
A expressão “em meu nome”,
que aparece no versículo antes do texto (v. 37), induz
o evangelista a introduzir aqui um novo ensinamento de Jesus.
A razão deve-se a de um exorcista atuar, sem pertencer
ao grupo dos discípulos, porém atuava com êxito
“em nome” do Mestre Jesus. Na discussão se
verificam as preocupações precedentes de grande
prestígio. As Palavras do Mestre são uma exortação
à tolerância e à magnitude, exortação
que continua tendo plena vigência.
Hoje em dia a exclusão sectária,
o olhar narcisista, a pretensão monopolizadora, são
atitudes estranhas ao Espírito de Jesus. Eliminando todo
fechamento da ortodoxia, o cristão deve saber acolher,
apoiar e estimular todos os homens que defendem uma causa nobre
ainda que não estejam inscritos em sua comunidade, nem
pertençam ao seu credo confessional. Muitas vezes, julgamos
que Deus só age dentro de uma instituição
ou de um determinado grupinho. Essa idéia está errada.
A grande mensagem que Jesus nos dá é que nós
precisamos corrigir esta mentalidade mesquinha, egoísta
e nos mostra que o projeto de Deus se realiza no círculo
dos considerados “fiéis seguidores” ou fora
dele.
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| 8
DE OUTUBRO – DOMINGO, 27º DOMINGO DO TEMPO COMUM |
Primeira Leitura: (Gn 2, 18-24)
Segunda Leitura: (Hb 2, 9-11)
Evangelho: ( Mc 10, 2-16)
Comentário:
“Por isso, deixará o homem pai e mãe e se
unirá à sua mulher; e os dois não serão
senão uma só carne.”
Jesus situa o debate em seu verdadeiro
horizonte, processando a solução a partir de sua
raiz: a intenção originária do Criador. Essa
forma enfatiza a fidelidade no matrimônio, proibindo explicitamente
o divórcio. Fidelidade é uma qualidade imprescindível
no casamento cristão; e deve, portanto, estar presente
em qualquer casamento. A partir daqui, não há dúvida
em definir como adultério a ruptura de uma relação
que deve ser concebida, não como simples contrato legal,
mas como uma aliança estável, à semelhança
daquela que o mesmo Deus fez com o seu povo. Desse caráter
de aliança que o matrimônio possui deriva a fidelidade
conjugal que Jesus proclama, uma fidelidade sustentada e alimentada
pelo amor, não pela lei.
O matrimônio é uma relação
permanente: os seres humanos são capazes de se comprometerem
um com o outro para sempre. O amor que os mantém juntos
deve dar-lhes uma razão suficiente para serem fiéis
e verdadeiros um ao outro. Nesse sentido, eles se tornaram imagens
de Deus. Esse amor, em referência constante ao Amor de Deus,
será capaz de encontrar sempre a luz e a força necessárias
para superar os diversos obstáculos que o cristianismo
se lhes apresenta nessa vida conjugal. A fidelidade permanente
dá estabilidade ao casamento como instituição,
fator essencial para o nascimento e a criação dos
filhos.
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| 15 DE OUTUBRO
– DOMINGO, 28º DOMINGO DO TEMPO COMUM |
Primeira Leitura: (Sab 7, 7-11)
Segunda Leitura: (Hb 4, 12-13)
Evangelho: (Mc 10,17-30)
Comentário:
O desprendimento das riquezas
Ao encontrar um homem piedoso e de boa vontade, no seu interior
as riquezas já haviam sufocado a atitude humilde e receptiva
da criança. Jesus utiliza isso para concluir a sua ampla
catequese depois do segundo anúncio da paixão. Nela
reitera o ensinamento precedente e adverte ao perigo das riquezas,
assinalando, por sua vez, a recompensa do desprendimento.
A pergunta do jovem rico, sempre disposto
em acumular, inclusive tratando-se de méritos e práticas
religiosas, Jesus lhe faz ver que a vida Eterna não se
assegura acrescentando, mas muito mais cerceando, vendendo, dando,
até ficar totalmente despojado e livre para o seguimento.
Sendo assim, ninguém encontrará tantas dificuldades
como os ricos para entrar no Reino de Deus, porque ninguém
se sentirá tão forte como eles em querer apegar-se
às riquezas.
A imagem hiperbólica a que Jesus
recorre sublinha essa dificuldade que os ricos encontrarão.
Para ninguém será fácil a entrada. Ninguém
poderá consegui-la por si mesmo, porque a salvação
não é uma conquista humana. O homem não se
salva, ele é uma conquista humana. O homem não se
salva, ele é salvo. Sua salvação será
Dom que, antecipado já de algum modo neste mundo, Deus
outorgará no futuro – como recompensa gratuita –
àqueles que decidem desprender-se de tudo o que se acentua
no final do relato.
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| 22 DE OUTUBRO
– DOMINGO, 29º DOMINGO DO TEMPO COMUM |
Primeira Leitura: (Is 53, 10-11)
Segunda Leitura: (Hb 4, 14-16)
Evangelho: (Mc 10, 35-45)
Comentário:
“Mestre, queremos que nos concedas tudo o que te pedirmos.”
Os irmãos, João e Tiago,
pedem a Jesus para se sentarem um ao seu lado direito e outro
ao seu lado esquerdo, quando ele estiver na glória. Jesus
respondeu-lhes que não pode garantir isso. As condições
exigidas para sentar-se junto a ele na glória são
expressas com as imagens do cálice e do batismo. São
duas imagens que evocam a amargura do sofrimento, a participação
e imersão na paixão e morte de Jesus. Esse é
o caminho da glória. O seguimento a Jesus não pode
ser interpretado como meio para obter uma recompensa prefixada.
Os discípulos foram chamados a seguir o Mestre naquele
momento presente, deixando que Deus programasse livremente o seu
futuro. Muitas vezes, somos iguais a João e a Tiago. Procuramos
reconhecimento quando somos escolhidos como líderes. Essas
ambições humanas nos compelem a procurar promoção
e a ocupar os primeiros lugares,. Jesus nos lembra que devemos
seguir o seu tipo de liderança.
Devemos, pois, guiar e representar outras
pessoas com humildade, num espírito de serviço e
solidariedade para com os outros. Como cristãos, precisamos
tentar converter a liderança em meio de dominação,
em oportunidade de serviço. Precisamos nos esforçar
para reproduzir os ideais humanos de justiça e paz na sociedade,
de modo a estabelecer uma relação de amor entre
os nossos irmãos, como foi anunciado pelo Reino de Deus.
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| 29 DE OUTUBRO
– DOMINGO, 30º DOMINGO DO TEMPO COMUM |
Primeira Leitura: (Jr 31, 7-9)
Segunda Leitura: (Hb 5, 1-6)
Evangelho: (Mc 10,46-52)
Comentário:
“Que queres que eu te faça?” Raboni,
respondeu-lhe o cego, que eu veja! Jesus disse-lhe: “Vai,
atua fé te salvou.”
Aqueles que seguem a Jesus são
testemunhas de um acontecimento iluminador:: a Cura do cego Bartimeu.
Esse é o último milagre que o evangelista Marcos
apresenta no seu Evangelho, o último sinal do poder divino
no transcorrer de sua paixão. Ao contrário dos discípulos
que reclamam poder e nada entendem, o cego começou a ver
de novo e seguia a Jesus pelo caminho”. Caminho que leva
para Jerusalém, que os discípulos tanto temiam.
A mesma pergunta que Jesus fez aos filhos de Zebedeu o faz ao
mendigo Bartimeu: “Que queres que eu te faça”?
a identidade da pergunta acentua a diferença da resposta.
Enquanto os dois irmãos desejavam sentar-se junto a Jesus,
o cego Bartimeu, cansado já de estar sentado, deseja recobrar
a vista para poder seguir a Jesus. oS evangelhos apresentam muitos
relatos de milagres realizados por Jesus. Para as pessoas que
desejam acreditar nesses maravilhosos acontecimentos, eles são
a confirmação da missão de Jesus como o Filho
enviado por Deus. Os milagres são males espirituais e materiais,
como um sinal de Jesus ser Filho de Deus e da sua compaixão
pelo povo, especialmente pelos pobres. Os milagres libertadores
de Jesus são uma fonte de esperança para o povo.
São sinal do seu poder para livrar as pessoas da maior
parte das escravidões humanas: pecado, cegueira de coração,
falta de amor e compreensão em relação aos
outros. Os milagres anunciam a chegada do Reino de deus, um Reino
de vida e de renovação, incorporado em Jesus e seus
prodígios .
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Autor: Pe. Alceu Luiz Orso, CMF.
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